JORNAL DOS MEDIA É UM BLOG ONDE SE DÁ NOTICIA SOBRE QUEM (JORNAIS, RÁDIOS, TV'S, EDITORAS, BLOGUES, JORNALISTAS E BLOGUISTAS) FAZ DO JORNALISMO E DA EDIÇÃO PROFISSÃO OU DEVOÇÃO. A NÍVEL NACIONAL, REGIONAL E LOCAL.
18 de Novembro de 2009

       
 

Três anos após dar os primeiros passos, o esquerda.net pretende juntar colaboradores e leitores do portal num debate sobre o futuro deste meio de informação alternativo aos media empresariais. Vamos encontrar-nos no Porto a 21 de Novembro (veja aqui o programa previsto). O texto que se segue dá o pontapé de saída. Agora é a vez de quem nos lê enviar ideias, propostas, reflexões e críticas para amigos@esquerda.net . Os textos – que não devem ultrapassar os 3000 caracteres - serão publicados nesta secção dedicada às jornadas esquerda.net.

1. O Esquerda.net: portal de informação alternativa
A ideia de criar o Esquerda.net surgiu em 2006, quando estávamos a discutir a reformulação do site do Bloco de Esquerda, tarefa que na época era cumprida por um único camarada. Queríamos dar um salto na comunicação do Bloco. Queríamos comunicar com muito mais gente que os militantes e simpatizantes do Bloco. Tínhamos a ambição de conquistar uma audiência muito mais ampla.
Foi esse o ponto de partida da discussão. Até que nos demos conta de que o que queríamos não podia ser cumprido por um site do Bloco, por mais reformulado que fosse. Do que nós precisávamos era de um portal de informação alternativa. Um portal de informação que concorresse com os portais dos grandes órgãos de informação, mas que apresentasse uma óptica crítica, de esquerda, na selecção de notícias, na produção do seu noticiário, nas suas fontes de informação.
Um portal de informação que soubesse distinguir notícia de opinião, sem cair na tentação de “orientar” todo o noticiário. Um portal vivo, que saísse à rua, que desse informação em cima da hora, 24 horas por dia, sete dias por semana, mas que também produzisse dossiers que aprofundassem temas e suscitassem debates. Um portal que apostasse também na qualidade da sua opinião, reflectindo as opiniões do Bloco mas aberta também a personalidades fora do Bloco, nacionais e internacionais. E um portal que apostasse no multimédia, na fotografia, nos vídeos de reportagem e de intervenção, nas transmissões directas de eventos e manifestações, e em programas de rádio informativos e culturais.
Fazer isto significava criar um novo órgão de informação na internet, o Esquerda.net, mantendo o site do Bloco como site partidário, mais oficial, e deixando o Esquerda.net ganhar voo próprio.
A primeira edição do Esquerda.net saiu em 3 de Junho de 2006. A manchete recordava que o novo ministro dos Negócios Estrangeiros do governo Sócrates apoiara a intervenção no Iraque, ao contrário do seu antecessor, Freitas do Amaral: “Remodelação ministerial: Amado apoiou guerra do Iraque”, era o título.
Hoje, mais de três anos depois, o Esquerda.net é um projecto vitorioso, tendo mantido e aprofundado o seu curso inicial e multiplicado por seis a sua audiência inicial. Mas não foi fácil conquistar a significativa audiência que temos hoje. Foi preciso muita persistência para conseguirmos afirmar-nos. Para se ter uma ideia, concluímos os primeiros seis meses com 1.400 visitas diárias; e fechámos o ano de 2007 com uma média diária de 2.700 visitas. Parece pouco comparado com o nosso melhor mês, Setembro deste ano: 6.513 visitas diárias. Mas demorámos muito a atingir o patamar das 4 mil e depois 5 mil visitas diárias.
Mantivemos o essencial do projecto inicial, mas aprofundámo-lo, criando novas secções e procurando articular com os recursos da web 2.0 e das redes sociais. Hoje, trata-se de discutir o que devemos fazer para aumentar a qualidade do Esquerda.net, e afirmá-lo como um órgão de informação incontornável, de visita obrigatória para a web política portuguesa, e, – porque não? – da web política de língua portuguesa.
2. A Blocosfera para lá do esquerda.net
O sistema de informação do Bloco na internet conta, para além do portal esquerda.net, com alguns sites que tornam pública a actividade da organização.
O bloco.org é a página do Bloco de Esquerda, onde estão reunidos os documentos fundamentais, os contactos das sedes, materiais de propaganda e formulário de adesão. A recente remodelação do site permitiu acrescentar-lhe a ligação directa à actualidade dos sites distritais, através do título da notícia mais recente em cada um deles.
O objectivo desta página é ser a montra das actividades do Bloco, com ligações simples aos principais meios de propaganda e difusão de ideias bloquistas, do jornal “Esquerda” à revista online “Vírus”, passando pelos tempos de antena e os videos das intervenções do grupo parlamentar. Sendo esta a “página oficial” do partido, é aqui que se encontram os comunicados do Bloco, as resoluções da Mesa Nacional e os textos do debate interno.
O site do grupo parlamentar mostra a actividade das deputadas e deputados do Bloco, quer através das intervenções gravadas em vídeo – e arquivadas no canal youtube.com/bloconoparlamento – quer através das perguntas ao governo e projectos de lei apresentados. Inclui também o email de contacto de cada deputado e a agenda com as datas em que as iniciativas do Bloco são discutidas no plenário da Assembleia.
O objectivo desta página é permitir o acesso facilitado às iniciativas do Bloco na Assembleia da República, quer por parte da imprensa e do público em geral, quer por parte dos aderentes do Bloco, que assim podem divulgar pelos seus contactos os projectos de lei ou perguntas ao governo relativas à sua área de activismo político.
As páginas distritais são geridas por cada uma das organizações distritais do Bloco. Embora a equipa central assegure a formação técnica para a edição, os conteúdos e o ritmo de actualização destas páginas dependem em exclusivo de cada distrital. Isso explica que – apesar do grafismo comum – não sejam uniformes no seu conteúdo. Algumas organizam-se em secções relativas à actividade concelhia, outras privilegiam os textos de opinião de dirigentes do Bloco e activistas locais, outras criam secções editoriais (sociedade, cultura) com notícias locais nestes âmbitos.
O objectivo destas páginas distritais continua a ser o de transmitir informação sobre a actividade dos núcleos do Bloco ao nível distrital e concelhio. A notícia mais recente de cada página distrital tem uma ligação a partir do site bloco.org. Embora a sua implementação tenha sido um grande avanço da rede bloquista na web no último ano, e tendo em conta que na maior parte dos casos estas páginas dependem do esforço militante de dezenas de camaradas, ainda há muitos aspectos que devem ser melhorados. E há uma alteração de fundo que é necessária e urgente: a remodelação do grafismo comum.
Os sites ecoblogue e blocomotiva corresponderam a uma tentativa de captar novos públicos para a blocosfera. A necessidade de incentivar a troca de informação e a formação sobre temas ambientais esteve na origem do ecoblogue, enquanto o formato do blocomotiva foi mais orientado para os temas ligados à juventude. Passados alguns anos, o balanço desta experiência aconselha a que estes temas não continuem separados do resto do portal, com as notícias e opiniões sobre ecologia e ambiente a regressarem ao esquerda.net e o trabalho de juventude a ocupar o seu lugar no site nacional bloco.org. Estas mudanças devem acontecer já durante a remodelação do portal esquerda.net, disponibilizando os conteúdos de ambos os sites na área de arquivo do portal.
O Bloco já há muito tempo tem grande presença nas redes sociais, mas quer ampliá-la. A imprensa publicou alguns números comparativos dos vários partidos nas recentes campanhas eleitorais quanto ao uso das redes sociais e não é surpresa que o Bloco leve grande avanço. Os canais bloquistas de vídeo no youtube (mas também no myspace) têm centenas de vídeos com centenas de milhar de visualizações, o mesmo acontecendo às galerias de fotos no Flickr. E os grupos do Bloco no Facebook e Hi5 contam com milhares de membros.
O objectivo da presença nestas redes, para além de comunicar em permanência com um grupo muito alargado de pessoas, é o de obter reacções imediatas aos temas, propostas e iniciativas que o Bloco introduz no debate político. Como a maior parte destes utilizadores não é visitante assíduo da “blocosfera”, as redes sociais servem para alargar bastante o público dos sites do Bloco. A ampliação da presença do Bloco nas redes sociais poderá ser feita com a criação de um novo grupo no Facebook para o portal esquerda.net, para além de perfis dos deputados que ainda não estão lá. E o novo grafismo do portal esquerda.net e da blocosfera deve passar a conter uma forma automática de partilha de cada notícia nas redes sociais mais relevantes. 3. Rede de amigos do Esquerda.net
O portal Esquerda.net cresceu em conteúdos e diversidade a partir da contribuição voluntária de muita gente espalhada pelo país e pelo mundo, dentro e fora do Bloco de Esquerda.
Foi assim em experiências como a “comunidade”, onde publicámos contributos de quem os quis propor, ou na constituição de uma rede dispersa e militante de tradutores e tradutoras, que fez deste portal uma referência do debate anti-capitalista, particularmente em períodos críticos como o da eclosão da crise financeira, com a publicação de centenas de textos de autores internacionais. Aconteceu também que surgissem contactos e diálogo entre vítimas de abusos patronais em plenas caixas de comentário do Esquerda.net.
A participação é portanto uma das marcas do portal, mas pode ser muito alargada a partir de agora. Queremos ser ponto de convergência de informação sobre o conflito social, sobre a realidade local ou a correspondência internacional, onde o testemunho se desenvolve como reportagem cidadã. Acreditamos que essa experiência pode ser feita no espaço aberto em Portugal pela esquerda socialista e que, como até agora, viverá na liberdade cidadã e no espírito crítico que desaparece nos media empresariais.
Essa rede tem um nome – Amigos do Esquerda.net - e é um convite à prática. Nas jornadas Esquerda.net de 21 de Novembro, haverá lugar a vários encontros sectoriais, correspondendo a diferentes suportes de informação que desejamos cada vez mais presentes e participados no portal: fotografia, vídeo, rádio, reportagem/entrevista escritas.
No Porto e até lá, debatemos a abertura de um canal permanente para a participação desta rede de amigos, nas áreas de especialidade ou interesse individual. Todos podemos ser fonte de notícia, todos podemos fazer comunicação social. Disputar o monopólio dos media empresariais é um desafio à democracia e à luta social.

ESQUERDA.NET

 

publicado por antonioverissimo às 15:40
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17 de Novembro de 2009

O Presidente do Governo Regional presidiu ontem, no Palácio de Sant’Ana, em Ponta Delgada, à cerimónia de assinatura de dois protocolos entre o Governo Regional e a RTP/Açores (RTP-A). Os protocolos envolvem as secretarias regionais da Presidência e a da Ciência, Tecnologia e Equipamentos.
No primeiro caso, atribui-se um montante máximo de 100 mil euros, destinados à melhoria da cobertura da Antena 1 e da Antena 2 na ilha do Faial, requalificação técnica e actualização tecnológica à acção informativa do serviço público de televisão e o fomento dos equipamentos multimédia.
O segundo protocolo destina-se ao apoio à iniciativa “ Açores Especiais”, uma colaboração alargada entre o Centro de Informática e Tecnologias de Informação do Governo Regional e o Gabinete Multimédia RTP-A, contando ainda com a colaboração no domínio da protecção civil.
De acordo com Carlos César, a assinatura dos protocolos revela o “interesse com que Governo Regional segue a prestação do serviço da RTP-A e a forma como os considera uma parte integrante do interesse público”. O governante considerou ainda que “a RDP e a RTP-A têm constituído meios e ferramentas”, que têm sido fundamentais “na construção da identidade açoriana”, realçando também o papel de “instrumentos imprescindíveis de comunicação entre os açorianos e o exterior, apesar do desenvolvimento das novas tecnologias de informação e de outros meios alternativos de comunicação”.
O Presidente do Governo afirmou conhecer as “dificuldades que quer a rádio, mas particularmente a televisão, têm nos Açores”, dificuldades que “resultam da complexidade que a prestação de serviço num Arquipélago como o nosso suscita, mas dificuldades também que são acentuadas por uma escassez de recursos técnicos, de instalações e presumivelmente de recursos humanos para o melhor desempenho dessas funções”.

JORNAL DIÁRIO

publicado por antonioverissimo às 15:16
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A editora de revistas Motorpress, muitas ligadas ao sector dos automóveis e das motas, despediu esta terça-feira 28 pessoas, incluindo 11 jornalistas. Entre os despedidos estão ainda a própria directora de recursos humanos e o director da revista Motociclismo, à frente da publicação desde o primeiro número.

Contactada pelo SOL, a administração da empresa não comenta nem confirma a notícia. No entanto, o SOL sabe que várias pessoas foram chamadas esta manhã para reuniões individuais no sentido de serem informadas do despedimento. Outros trabalhadores da Motorpress souberam da notícia também esta manhã, mas através do correio. Ninguém suspeitava desta decisão.

Segundo fonte da Motorpress, a empresa vai ainda encerrar duas revistas mensais, a Automagazine e a Maxi Tuning. A Motorpress, com sede na Cruz Quebrada, Oeiras, edita também as revistas Men's Health, Pais & Filhos, Motor Clássico e Bike Magazine, entre outras.

SOL

publicado por antonioverissimo às 14:50
12 de Novembro de 2009

       
 

Expresso e i com “melhor design jornalístico em Portugal”
O semanário Expresso e o diário i foram considerados os jornais mais bem desenhados de Portugal pela Society for News Design, num concurso que distinguiu os melhores da Península Ibérica. Nesta edição concorrem cerca de 2300 trabalhos de 62 meios portugueses e espanhóis. Por sua vez, os vencedores espanhóis foram o Heraldo de Soria, a revista do El Mundo, o as.com e o lainformacion.com.
O júri concedeu 203 medalhas, 31 de ouro, 72 de prata e 100 menções de honra, sendo a entrega dos prémios feita na sessão de encerramento da sexta edição dos prémios ÑH da Society of Design, que decorre entre quarta e sexta-feira em Lisboa.
Entre os concorrentes a esta edição, cujo número igualou o recorde registado no ano passado, 2000 são de publicações impressas, sendo os restantes de meios on-line.
O trabalho publicado na edição on-line de 5 de Novembro de 2008 do El Periódico da Catalunha - "Já não é um sonho" (sobre a vitória de Obama nas eleições presidenciais dos Estados Unidos) - foi designado como o melhor do ano nesta categoria.
O congresso inclui vários painéis de discussão, nomeadamente sobre a "loucura" de lançar um novo diário em papel, a procura do ADN dos jornais, as possibilidades ilustrativas no papel e na Internet ou o Jornalismo de memória e o jornalismo humano.
O programa do congresso foi organizado em quatro secções temáticas passando pelo ponto de vista editorial, pela visão empresarial de projectos de sucesso e pela perspectiva dos designers e fotógrafos.
Além de profissionais portugueses como os directores do i, Martim Avillez Figueiredo e André Macedo, os directores de Arte das revistas Única (Expresso) e Nós (i), Marco Grieco e Paulo Barata, e os responsáveis da DSType, Dino Santos, e da FTF, Mário Feliciano, o encontro contará também com participantes internacionais.
Entre estes destacam-se Kris Viesselman, presidente da Society for News Design, Fernando Gutiérrez, autor do design de Tentaciones, Colors o Matador, Luke Hayman, director do Pentagram (Nova York), Manuel Lima, eleito pela Creativity como "uma das 50 mentes mais criativas e influentes de 2009 e fundador de Visual Complexity, Peter Bilak, tipógrafo criador da Fedra, e Javier Bauluz, Prémio Pulitzer de Jornalismo.
Os prémios ÑH foram criados para estimular a qualidade do jornalismo visual em Espanha e Portugal e para incentivar uma aproximação do design, fotografia, infografia e ilustração nas publicações e para reconhecer as boas práticas nos meios.

BRIEFING

 

publicado por antonioverissimo às 10:33
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A Direcção Geral para o Alargamento da Comissão Europeia está a lançar o Prémio Europeu para Jovens Jornalistas 2010. O concurso vai premiar, pelo terceiro ano consecutivo, os melhores jovens jornalistas da Europa, incidindo na temática do alargamento da União Europeia.

O Prémio Europeu para Jovens Jornalistas 2010 desafia jornalistas e estudantes de jornalismo, entre os 17 e os 35 anos, a alargarem os seus horizontes. A competição, que decorre de 20 de Outubro de 2009 a 28 de Fevereiro de 2010, constitui uma oportunidade para darem a sua interpretação sobre o Alargamento da União Europeia através de perspectivas criativas e estimulantes. Os interessados podem concorrer, com trabalhos de jornalismo de rádio e imprensa escrita e online, transmitidos ou publicados entre 1 de Outubro de 2007 e 28 de Fevereiro de 2010, oriundos de cada um dos Estados Membros, Países Candidatos, Potenciais Candidatos e Islândia.   

Os 36 vencedores nacionais do Prémio Europeu para Jovens Jornalistas 2010, seleccionados pelos júris oficiais de cada país participante, irão visitar Istambul em Maio de 2010 numa viagem histórica e cultural. Posteriormente, um júri internacional seleccionará, de entre os 36, os três melhores trabalhos nas seguintes categorias: “Mais original”, “Melhor investigação” e “Melhor Estilo Jornalístico. Cada um dos vencedores deste Prémio Especial, ganhará uma viagem cultural a uma capital Europeia à sua escolha.    

 

publicado por antonioverissimo às 10:28
10 de Novembro de 2009

 

Bárbara Barroso é a nova coordenadora da secção Radar do I, confirmou ao M&P André Macedo, director-adjunto do diário da Lena Comunicação. A ex-jornalista do Diário Económico substitui no cargo Mónica Freilão que transitou para a Lusa como sub-editora de economia e finanças. Bárbara Barroso assume igualmente a responsabilidade pelas páginas de finanças pessoais. Os conteúdos estavam até sob a responsabilidade de David Almas.

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publicado por antonioverissimo às 14:36
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03 de Novembro de 2009

 

 

João D’Espiney vai deixar o Jornal de Negócios para ingressar no Público. Desde Maio editor de economia do jornal da Cofina, o profissional vai assumir a edição-executiva do diário da Sonaecom, confirmou ao M&P Bárbara Reis. D’Espiney junta-se a José Mateus e Simone Duarte na edição-executiva do título, classificada como “a máquina de apoio à direcção”.A nova direcção liderada por Bárbara Reis também imprimiu mudanças em diversas editorias do Público. Foi criada a editoria de Suplementos, liderada por Isabel Salema, antiga editora do P2, tendo Andreia Sanches, assumido a editoria do P2. Joana Amado é a nova editora de Mundo (substituindo Miguel Gaspar, agora director-adjunto), ficando Leonete Botelho e Raposo Antunes (Porto) responsáveis pela editoria de Política.

No âmbito das alterações imprimidas pela nova direcção, os editoriais deixam de ser assinados, tendo sido criado um Gabinete Editorial (composto pela direcção e pelos jornalistas Teresa de Sousa, Jorge Almeida Fernandes, Margarida Santos Lopes, Ricardo Garcia e Vítor Cunha). A mudança, recorda Bárbara Reis, é o culminar de um tema debatido desde a fundação do jornal, mas “hoje consideramos utópico pensar que o editorial compromete só quem [assina]”. Obter uma “posição mais consensual” foi o objectivo desta alteração, procurando com este grupo mais alargado de contributos publicar “uma visão que reflicta mais o jornal como um todo”. As “opiniões pessoais”, diz, “devem estar no espaço de opinião” que existe para o efeito.

Um suplemento Cidades a sair “ainda em Novembro”, é um dos projectos da nova direcção. O suplemento substitui a secção Local ao domingo, dia em que está planeada a sua saída.

José Manuel Fernandes mantém-se ligado ao jornal, através de uma crónica semanal, crítica literária para o Ípsilon ou a realização de “entrevistas aqui e ali”, explica Bárbara Reis, que afirma que o jornal quer manter “uma relação próxima” com o antigo director.

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publicado por antonioverissimo às 10:35
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30 de Outubro de 2009

O SEMANÁRIO PRIVADO, dirigido por José Leite, suspendeu a publicação prometendo regressar no início do próximo ano.

Na página 3 da edição saída na última quarta-feira escreve-se o seguinte:

"Iniciando a publicação em 1 de Julho, o Semanário Privado assumiu-se, desde o início, como um projecto de jornalistas e uma voz livre ao serviço da diversidade que todos somos.

Provamos, 18 semanas depois do início desta jornada, que é possível afirmar uma voz alternativa à formatação mediática em curso, ao discurso único e ao «jornalismo por encomenda».

Passada esta primeira fase, entendemos por bem, porque acreditamos neste projecto de cidadania, fazer uma pausa nas edições, apostando numa segunda série no início do próximo ano. Desde logo, porque é preciso trazer a este projecto de jornalistas uma nova e necessária componente: a sua elevação a um projecto empresarial, dotando-o de meios e instrumentos necessários à sua afirmação no universo mediático. E, por outro lado, reiniciar a nova edição em condições de promoção e divulgação que permitam ao Semanário Privado subir a um outro patamar, nomeadamente, tornando-o conhecido de cada vez mais leitores.

Não é o fim, é um até já para regressar em melhores condições, com nova imagem e novos meios para melhor servir o direito à liberdade de imprensa, dizendo sempre a verdade, doa a quem doer! Obrigado por acreditarem em nós."

publicado por antonioverissimo às 12:30
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27 de Outubro de 2009

 

Paulo Querido lança “Diário 2”
O jornalista Paulo Querido, conhecido pela sua ligação aos projectos na Web, lança esta semana o jornal online “Diário 2” com um anúncio simultâneo em cinco redes sociais: o Twitter,o MySpace, o Facebook, o FriendFeed e a rede social brasileira Orkut.

O criador do Twitter Portugal (http://twitterportugal.com/blog/) comentou ao Briefing que o jornal deverá “começar de forma humilde e com apenas algumas secções”. Com o subtítulo “A vida em tempo real”, o “Diário 2” tem como temática a vida online e as tecnologias.

O novo jornal não se pretende centrar apenas nas questões nacionais, mas também nas realidades dos restantes países de expressão portuguesa. Composto por uma equipa luso-brasileira, o “Diário 2” quer “manter os vários sabores do Português, sem excessivas preocupações com o acordo ortográfico”. 
O projecto, lançado com capitais próprios, num “investimento relativamente curto”, pretende vir a gerar receitas com publicidade e venda de conteúdos. O objectivo a médio prazo ronda os 30 mil page views diários.
Conheça o projecto em
http://www.diario2.com/
BRIEFING

publicado por antonioverissimo às 10:40
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22 de Outubro de 2009

Caim é um livro estimulante e divertido onde se confunde o génio literário de Saramago e a imaginação prodigiosa que nos faz viajar pelos mitos do Antigo Testamento e pelas maldades dos homens daquele tempo em que inventaram deus.

Desde a saída de Adão e Eva do Paraíso até à viagem na arca de Noé, a narrativa prende o leitor aos mitos bíblicos e deleita-o com a prosa admirável do mais notável ficcionista português.

Caim, depois de matar Abel por vontade de quem tudo pode, viaja no tempo e extasia-se com o vigor da sua juventude na cama de Lillith a quem faz o filho que a incompetência do marido não logra. Deixa-a prenha e consolada, e há-de voltar para encontrar o filho sem que este reconheça o pai biológico.

Saramago não perdoa a deus que brinque com a demência religiosa de Abraão, capaz de lhe sacrificar o seu único filho Isaac, e põe Caim a segurar o braço do infanticida antes de chegarem dois anjos que o impediriam mas que o trânsito fez chegar atrasados.

Caim é também o ponto de partida para o confronto dialéctico entre a civilização actual e a barbárie dos tempos bíblicos, entre o Estado de direito e o julgamento sumário onde  as mulheres e crianças pagaram pelo delírio homofóbico do supremo juiz que destruiu Sodoma e Gomorra com chuva de fogo e enxofre que não puniu apenas os homens.

O leitor é um garimpeiro que penetra nos livros e devora páginas para encontrar numa frase a pepita de ouro que persegue. Em Saramago é vasto e inesgotável o filão. Não é preciso procurar as pepitas, o ouro vem já com os quilates da lei.

 

CARLOS ESPERANÇA/DIÁRIO ATEÍSTA

publicado por antonioverissimo às 12:02
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